Confraria, você me ama?

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25 de maio de 2011 por Felipe Tavares

Como vocês já sabiam, no último encontro da Confraria Sincero eu fui o responsável por cozinhar. Que medo!

Eu queria fazer frutos do mar, mas como os dois encontros anteriores já tinham sido com peixe/frutos do mar, tive que mudar. Não gosto muito de carne vermelha, restavam então poucas opções. 

Pensei em coelho, rã e até avestruz me pediram para fazer. Mas não queria arriscar TANTO assim. Fechei na codorna. Procurei uma receita aqui, outra ali, misturei uma receita com a outra e o cardápio ficou assim:

Entrada: Tapenade com focaccia de ervas frescas e cebola roxa
Prato principal: Codorna ao molho de uvas verdes com batata ao alecrim e sal grosso
Sobremesa: Panna cotta com calda de morango

É, até sobremesa eu fiz, quem diria! Tem coisas que a gente só pela Confraria. (rs)

Só que no meio de tudo isso, teve um problema. Um dia antes do almoço, saí do restaurante por volta de 1h da manhã, estava indo embora quando minha irmã e meu cunhado me ligaram perguntando se eu ia tomar umas, falei que animava, chamaram minha prima com mais duas amigas =DD e viemos aqui para casa e ficamos até…Bom, eu fiquei até as 6h30, eles até as 8h. Para quem ia acordar as 10h para começar a cozinhar, o clima ficou bastante tenso. Eu com sono, ressaca e cansado. Mas, compromisso é compromisso. Como minha mãe diz: “Que seu sim seja sim, e que seu não seja não.”

O Nélio com sua namorada foram os primeiros a chegar, e fui logo falando que não estava no meu estado mais normal, e que precisava de ajuda. Começamos a colocar a mão na massa e os dois convidados Vips do dia chegaram:  Marina Albano, jornalista da Gourmet Virtual e autora do blog Há controvérsias e o Victor Aguiar, o mais novo integrante da Confraria. 

Papo vai, papo vem, cerveja chega, os outros membros também, desce cerveja, compra mais cerveja, mais tarde tinha a final do campeonato mineiro e todo mundo estava em êxtase. Nesse ponto eu já tinha me esquecido que estava de ressaca e estava curtindo como se não houvesse o amanhã. Então surge o primeiro prato:


A tapenade estava uma delícia! Se você não conhece, é uma mistura de azeitonas pretas e verdes, alcaparras, azeite, limão, alho e ervas. Já a focaccia…rs Então, não sei o que eu e o Nélio arrumamos que ela não deu certo. É, na foto ela está linda, mas o meio ficou “empaçocado”. No final das contas chegamos a conclusão que sovamos pouco a massa. O Douglas até tentou salvá-la, mas não teve jeito. Enfim, reconhecemos o erro e bola para frente. 

Nessa hora eu já sabia a vida inteira do Victor, já tinha feito uma proposta “indecente” para a Marina escrever sobre o encontro (estou esperando o texto, hein Marina?) e tudo estava lindo. Tirando o fato de que o Fred teve que ir embora para passar som com a sua banda que faria um show à noite. 

Começamos então a fazer a codorna de olho no relógio para não perder o “clássico”. No intervalo do jogo servimos o prato principal:



Teve gente que ficou com dó da codorna no prato, outros a destruíram sem dó alguma, uns pediram “filé de codorna” (eu!) porque queriam comer mais rápido, sem ter que tirar os ossos. Mas a combinação do molho de uva verde adocicado com a batata assada com alecrim e sal grosso ficou show! Uma coisa era comer a codorna ou a batata separada, mas quando os dois se juntavam, era quase uma “explosão de sabores” (kkk) Tipo aquela cena do ratinho no filme Ratatouille, sabe?

Então chegou a hora da sobremesa. Eu fiz a pana cotta, nem queria colocar muito açúcar, porque para mim tudo fica muito doce, mas o Nélio não deixou. :-/ O Victor teve que fazer a calda como teste para entrar na Confraria e o Gustavo deu uma mãozinha. Lembro que alguém perguntou: “Que cor que você quer o açúcar da calda, Felipe?” E eu, no auge da embriaguez: “Amendoada!” (kkk) A calda ficou no ponto e na cor certinha, depois juntamos os morango e a pana cotta ficou assim: 


Eu trouxe para casa uma forma do restaurante toda fina para fazer o doce, mas na hora de desenformar eu fiquei com preguiça de colocar em banho-maria e ela não ficou tão perfeita, mas garanto que ficou uma delícia. E nem foi eu quem falou isso não, foi a turma toda! =D Vocês mentiram para mim? (rs)

Resumo da ópera: foi ótimo o encontro, muito bom ter pessoas novas fazendo parte da nossa “família” e, apesar dos erros e do Atlético ter perdido, acredito que valeu muito à pena tudo, mas com certeza no meu próximo dia de cozinhar, vou ficar em banho-maria no dia anterior.

Abraços satisfeitos,

Felipe Tavares
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4 pensamentos sobre “Confraria, você me ama?

  1. Paulinha disse:

    hahahaha q gracinhaa neh… Da próxima vez, nada de bar do João e nada de festa e lah em casa! E por favor, deixa eu ir também neh? Aff… rsrsrsBeijos!

  2. ju disse:

    Com ou sem ressaca o chef manteve o estilo…

  3. Paulinha,Vc quem me desviou do caminho pra casa kkk Pode deixar, no próximo encontro vc e o Thiago vão ser os VIPs!bjos,Felipe

  4. Ô Ju,Obrigado pelo carinho de sempre! Fui tentar fazer uma focaccia tipo a sua e deu nisso! rsrsbjos,Felipe

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